A verdade que machuca

Mais outro mini conto. Reflitam e boa noite!


A verdade que machuca

A Violinista sentia uma dor contínua e latente em sua alma.

– A verdade dói e machuca – disse ela, quase como um suspiro triste.

– Sim – respondeu o Eremita, com sua voz calma – Ela machuca, mas não porque é de sua natureza ferir-nos. Nossos espíritos é que são fracos demais para suportá-la.

Ela concordou, silenciosamente, admirando as estrelas.

por Renan Santos

A verdade no fundo do oceano

Mais outro conto de minha autoria, pra animar esse blog, rsrs

Espero que gostem.


A verdade no fundo do oceano

E naquele momento crítico, em que nada parecia fazer sentido, ou na verdade, não parecia haver sentido nenhum em sua vida, ela resolveu investigar, pensar, analisar sistematicamente sua vida, seus conceitos, suas crenças, seus gostos e desgostos, seus defeitos e qualidades. Resolveu repensar sua essência. E para isso, precisava fazer uma análise profunda de si mesma, olhar sem preconceitos para seu eu interior e sentir verdadeiramente sua alma.

E assim o fez. Continuar lendo

Sorriso

Mais outro conto, novamente outro trecho de “Um conto de duas mentes”. Espero que gostem.


Sorriso

Ela sorriu. Era um sorriso meio tímido, meio triste, meio resignado. Mas ainda assim, pareceu o sorriso mais lindo e encantador que já tinha visto. E foi um sorriso espontâneo. Isso me fez bem, por algum motivo. Acho que às vezes, quando estamos numa situação ruim, desconfortável ou desagradável tudo que precisamos é de um sorriso espontâneo de alguém que realmente se importe com a gente. Pois, de alguma maneira eu sentia que ela se importava comigo.

por Renan Santos

Conto: mergulhando nos pensamentos

Olá, pessoal! Que a Luz ilumine nossa jornada.

Aqui está mais outro conto. Assim como o que eu postei ontem, esse aqui na verdade é apenas um trecho do meu outro livro, “Um conto de duas mentes”. É uma ficção científica com toques de surrealismo e drama. Eu tenho apenas um rascunho de metade da história. Confesso que escrever escrever esse livro foi difícil, especialmente porque resolvi me desafiar escrevendo em primeira pessoa sob o ponto de vista de uma personagem feminina. Mas como eu disse, o foco principal são as Crônicas de Erys.

Enfim, espero que gostem.


Mergulhando nos pensamentos

Uma das vantagens de se andar de ônibus é que você pode passar a viagem todo absorta em seus próprios pensamentos.

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Conto: Estranhos no ônibus

Olá, pessoal! Que a Luz esteja conosco. Hoje postarei mais outro pequeno conto meu. Bem, na verdade, não é bem um conto. É um trecho de um outro projeto de livro “Um conto de duas mentes”. É uma ficção científica. Um dia pretende terminar essa obra, mas “As Crônicas de Erys” vem primeiro rsrs. Apesar de ser sci fic, tem uns trechos bem cotidianos, como esse. Espero que gostem.


Estranhos no ônibus

– É curioso isso, não acha?

E olhou para mim fixamente, com aqueles seus olhos de avelã. Fiz uma expressão de quem não tinha entendido. Disse um ‘hum?’ baixinho. Daí ela continuou.

– Essa situação. Quer dizer, essas pessoas no ônibus, pegam o mesmo ônibus todo dia, eu suponho. Devem morar próximas, no mesmo bairro talvez. E mesmo assim agem como se não se conhecem. Não falam umas com as outras. Talvez nem se conheçam de fato, além do conhecimento superficial das pessoas que se veem todos os dias no mesmo ônibus.

Disse isso e olhou para mim. Certamente esperava uma resposta. Olhei de em volta. De fato, todos calados, eram estranhos uns ao outros. Cada um no seu mundo particular. De fato, eu via algumas dessas pessoas todos os dias no ônibus. Nunca falei com elas. Nunca nenhuma delas falou comigo. O homem que estava sentado duas cadeiras a minha frente morava perto de minha casa. E nunca troquei uma palavra com ele, nem ao menos sei seu nome. Era incrível, era tudo muito impessoal, aquelas pessoas isoladas em seus mundos particulares. Tão próximas e ao mesmo tempo tão distantes umas das outras. Olhei de volta para ela e fiz uma expressão que demonstrava que eu concordava com ela.

– Não precisa ser assim entre nós. Podemos conversar se você quiser. – disse ela educadamente.

Nesse momento senti um vazio grande. Uma sensação de pequenez, sei lá. Algo me perturbava em meu interior. Encarei-a novamente. Percebi que estava entendendo as coisas da perspectiva errada. Não é que ela quisesse que eu conversasse. Era ela quem queria conversar, desabafar, falar alguma coisa. Envergonhei-me do meu egoísmo. O mundo não gira ao meu redor. Percebi que, apesar de nossa inexplicável e estranha ligação e proximidade, também éramos completos estranhos sentados lado ao lado no ônibus.

Capítulo VIII: A Dança dos Ventos Soprados

Olá pessoal! Que a Luz ilumine nossa jornada.

Como de praxe, hoje é domingo, missa e praia, céu de anil. Tem capítulo novo no blog, e dança no Festival de Yzys.

Enfim, este é o último capítulo da primeira parte da história (O Segredo da Ninfa). Até agora só teve sombra e água fresca, e um pouco de mistérios também. Este capítulo é um prólogo digno para a próxima parte (A Fúria dos Dragões). Espero que gostem.

Espero que gostem, e não percam a próxima parte. Garanto que será eletrizante. Até lá!

P.S.: Vejamos se prestaram realmente atenção na história: qual o segredo da Ninfa? Alguma teoria? Sugestão? Quem responder corretamente vai levar um prêmio: um “meus parabéns, você é perspicaz ^^”


Capítulo VIII: A Dança dos Ventos Soprados

A segunda noite dos festejos foi totalmente dedicada ao concurso de poesias cantadas. Doze participantes vieram de todas as partes do continente para agraciar a deusa Ninfa com seus versos. Uma boa quantia em dinheiro estava reservada ao vencedor, que acabou sendo um belo cantor local que apresentou um lai em homenagem à sua amada, supostamente alguma donzela presente.

Na terceira noite dos festejos começavam as apresentações livres e era isso que Rythy mais esperava. A princesa Meiryn e quatro de suas damas iriam apresentar algum tipo de dança folclórica de suas terras. Não poderia ter sido mais magnífico. Continuar lendo

Lembre a Poesia

Para quem não sabe, este autor que hora vos fala também já se aventurou pelo perigoso mundo da poesia. Sei que não seu muito bom poeta (nem sei se sou bom escritor de prosa rsrs), mas alguns resultados não ficaram tão ruins assim. Esse é um dos meus favoritos. Espero que gostem. Ou ignorem isso.


Lembre a Poesia

Esqueça a métrica

Esqueça a rima

Esqueça os decassílabos

Esqueça a forma

Esqueça Camões

Esqueça a pedra

Esqueça o caminho, inclusive

Esqueça a metalinguagem

Esqueça os sapos

Esqueça Minas

Que já não há mais

Esqueça cada uma

De suas sete (ou mais?) faces

Esqueça os sonetos

E a sua fidelidade

Esqueça a dúvida

Essa dúvida que corrói a alma

E corrompe os corações

Esqueça o bonde

Mas não perca a esperança

Essa esperança acalentadora

Em um mundo mais digno

De uma boa poesia

Esqueça a Nação

Não existe Nação!

Somos um só

Um só povo, um só mundo

Somos humanos, caminhemos de mãos dadas

Caminhemos por Ipanema

Mas esqueçamos a Garota

Conheceremos outras em Pasárgada

E quem se importa se não conhecemos o Rei?

Esqueça isso, lembre-se da poesia

É o que temos, e nada mais

Aliás, não escute o canto do Corvo

São apenas palavras, e nada mais

O que interessa é a poesia

Oh sim, a poesia!

Esqueça tudo

Esqueça seus medos

Suas dores

Seus amores

Seus segredos

Suas falhas

Mas jamais esqueça a poesia

Nunca

A poesia viva

A poesia que é vida

(ou a vida que é uma poesia?)

Nunca a esqueça

Lembre

Sinta

Ame

Mas jamais esqueça

A Poesia

O que o mundo precisa

É de um pouco mais de Poesia

IMAGINARIUM – CONTOS FANTÁSTICOS

Vejam isso aqui, pessoal

CULTURA BR

ENVIE SEU CONTO! PARTICIPE DESSE LIVRO!

IMAGINARIUM – CONTOS FANTÁSTICOS

SINOPSE: Existe uma zona no mais profundo abismo da mente humana, onde o real e o onírico coexistem, e o piscar de olhos confunde a compreensão. Esse lugar é chamado de IMAGINARIUM, e nele passam a maior parte do tempo aqueles que desconstroem a realidade para criar mundos completamente avessos ao conhecido. As histórias deste livro foram escritas não por aqueles que apenas visitam esse lugar, mas sim por aqueles que moram lá.

ORGANIZAÇÃO: Alex Mir

ENVIO DE TEXTO: Até 28 de fevereiro de 2015

LANÇAMENTO:Em junho de 2015 na 5ª edição do evento LIVROS EM PAUTA

Para enviar seu texto, acesse www.andross.com.br

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Conto: A garotinha e o Flautista

Olá pessoal! Que a Luz guie o nosso caminho.

Hoje vou postar mais outro dos meus contos. Este agora tem a ver com as Crônicas de Erys. “A garotinha e o Flautista” é um conto popular nos clãs da Torre e do Anjo. Ninguém sabe quem é o autor, embora muitos desconfiem que seja o Poeta (o mesmo do poema “À Torre, Eterna”). O conto já apareceu em diversos cancioneiros e também é passado de geração em geração. Dele surgiu o famoso ditado “Todos os caminhos levam ao mesmo Destino”, muito popular no clã da Torre. A frase foi proferida pelo Flautista da história.

Espero que gostem. Até mais!


A garotinha e o Flautista

Era uma vez, numa manhã ensolarada, uma garotinha que saiu para passear pelos jardins no final da estrada. Ela estava procurando pela sua borboleta perdida, que costumava brilhar nas noites mais frias e escuras. A garotinha andava pelos jardins, tão distraída com seus pensamentos de verão que ela não percebeu que os jardins da manhã não estavam mais lá. De repente, ela estava cercada por trevas, como um vento frio de inverno. Ela estava no meio da Floresta Escura. Continuar lendo